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Vídeo do debate com Rubens Velloso, Fabrício Muriana e Lucas Pretti, com moderação deste, no II Fórum da Cultura Digital Brasileira.

Ontem fui mediador de uma mesa sobre “teatralidade digital”, cujos participantes foram Rubens Velloso, da companhia Phila 7; Lucas Pretti, representante do Teatro para Alguém e Fabrício Muriana, da revista Bacante.

O título do debate é, em parte, bem definido. A teatralidade desloca o âmbito de discussão para fora das tradicionais categorias e leva o raciocínio para tudo o que é performático: dança, happening, teatro, pessoas e cidades. Sim, porque – uma vez em rede – todos ampliam seus diversos papeis, máscaras e personas. Com isso, uma das perguntas fundamentais é: como uma obra teatral (no sentido mais amplo e transversal) pode ser relevante em um contexto desses?

Outros tópicos, como o processo criativo, a crítica e a importância de ter a condição humana como ponto de partida de todos os experimentos foram abordados rapidamente nas falas, dado o tempo escasso. No entanto, enumero alguns pontos de reflexão desta teatralidade que, além de digital, é reticular, biológica, múltipla, remidiada:

  • Por que ainda existe uma neofilia tecnoparnasiana a vir antes da reflexão sobre o humano?
  • Que gramática pode ser definida como um marco básico para experimentos de teatralidade remidiada?
  • Quais os principais temas abordados em iniciativas do gênero em todo o mundo?
  • Que ampliações e enriquecimentos de debate são ocasionados por estas novas linguagens e abordagens?
  • O pendor pela categorização barra o incentivo a produções deste caráter?

As dúvidas são muitas e certamente suplantam este rol limitado de indagações. Todavia, já se trata de um ponto de partida para reflexões mais aprofundadas.

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Artigo publicado originalmente na revista Guión Actualidad, da Universidade Autônoma de Barcelona. Clique aqui para ler na íntegra.

Resumo:

A série de montagens teatrais Play On Earth, dos grupos Phila7 (Brasil), TheatreWorks (Cingapura) e Station House Opera (Inglaterra), ratificou a idéia de que os meios digitais são agentes relevantes de comunicação e construção de subjetividades no campo da arte. Seus espetáculos ocorriam simultaneamente nos três países, por meio de uma conexão em rede que permitia a interação remota entre textos, públicos e atores. Este artigo desconstrói e analisa com profundidade os elementos narrativos da série, de modo a apontar prováveis caminhos para a renovação do teatro como mídia e campo de experimentações artístico-tecnológicas.

Lyn Gardner, crítica do jornal, avalia que a tecnologia é excessivamente protagonista em Play on Earth

Clique aqui para ler.

Beto Matos, ator participante dos dois espetáculos de Play on Earth, concede entrevista sobre o espetáculo.

Clique aqui para assistir.

Clique aqui para assistir à entrevista coletiva da equipe de Play on Earth sobre o primeiro espetáculo da série. Cadastro grátis. Necessário Silverlight.

Clique aqui para assistir à entrevista que Rubens Velloso concedeu à TV Unip sobre o primeiro espetáculo de Play on Earth. Cadastro grátis. Necessário Silverlight.

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Crédito da foto: Marcelo de Souza.

Na foto, o personagem interpretado por Marcos Azevedo atua diante de um cenário concebido para intensificar a condição de work in progress do projeto. Acima, Inglaterra, Brasil e Cingapura compõem um outro espaço – este imaginário – de experiência.

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Crédito da foto: Marcelo de Souza.

No primeiro espetáculo de Play on Earth, os técnicos que gerenciavam as conexões entre os países participantes ficavam sobre o palco, deixando à mostra o caráter experimental da obra. No alto e ao fundo, as telas promoviam o encontro entre as cidades em que a montagem transcorria.

Reportagem realizada antes do espetáculo What’s Wrong with the World, quando o planejamento ainda considerava a participação de India e Australia. Posteriormente, ambos os países declinaram e o projeto seguiu apenas com as companhias brasileira (Phila7) e inglesa (Station House Opera), culminando no espetáculo apresentado em 2008 no Rio de Janeiro e em Londres.

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